Escola

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É extremamente importante que a criança com AIJ vá à escola com regularidade. 

 A escola é para a criança o que o trabalho é para o adulto, um lugar onde aprende a tornar-se uma pessoa autónoma, produtiva e independente. Os pais e os professores têm que fazer todos os possíveis para que a criança doente possa participar nas actividades escolares de uma forma normal, de maneira a ter não só sucesso académico mas também uma boa capacidade de comunicação com colegas e adultos, e a ser aceite e apreciado pelos seus amigos.

Os professores deverão ser informados das particularidades destas doenças que se repercutem nas actividades escolares: as dores e a rigidez matinal são mais marcadas no início da manhã, impondo maiores dificuldades na marcha, na escrita e no bem-estar geral. Será necessário disponibilizar mais tempo para as tarefas habituais, mudanças de sala, assim como serem encorajados a colaborar na aula de forma a sentirem-se integrados no grupo.
 
No caso particular das aulas de educação visual e tecnológica e educação física haverá necessidade de se fazer uma adaptação das actividades às limitações do aluno. Deverá ser dada a devida valorização ao esforço despendido, independentemente do aspecto final dos trabalhos, de forma a evitar a desmotivação, com consequências graves quer a nível do aproveitamento escolar, quer do comportamento.
A participação nas aulas de educação física está indicada, mas sempre condicionada pelas orientações transmitidas pelo reumatologista assistente.
 
O carácter evolutivo variável e imprevisível da doença, com crises de agudização frequentes, justifica o absentismo e a flutuação do rendimento escolar, que deverá ser entendido (e não penalizado) pelos professores.
 
O conceito de escola inclusiva actualmente defendido implica que os estabelecimentos de ensino estejam abertos e preparados para todos os estudantes, incluindo aqueles que têm necessidades educativas especiais, como pode ser o caso das crianças e jovens com doenças reumáticas. 
 
A lei portuguesa prevê a possibilidade de adequação física e curricular do ensino a estes estudantes, pelo que é importante que os pais e educadores estejam informados sobre os seus direitos e dos seus educandos, informando e colaborando estreitamente com a escola para que as medidas legalmente previstas tenham aplicação prática.  A ANDAI tem diverso material informativo que pode ser utilizado para este efeito, quer sendo entregue  directamente pelos encarregados de educação aos directores de turma ou outros  professores , quer sendo enviada por correio para a escola, a pedido dos associados.
 
O acompanhamento correcto e adequado dos educandos, a elaboração de planos curriculares personalizados e de um processo escrito acerca das necessidades e soluções encontradas para cada aluno pode ser fundamental, nomeadamente em mudanças de ano, de estabelecimento de ensino ou até para o acesso ao ensino superior.
 
(consultar item Legislação)
 

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