Medicamentos

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As doenças crónicas implicam normalmente a toma continuada de medicamentos. Eles são fundamentais no controle dos sintomas e evolução da doença, tendo objectivos diferentes e específicos e não estando isentos de provocarem efeitos adversos.

Como doente ou como responsável pela criança ou jovem doente é muito importante que conheça os medicamentos que toma, que saiba a que tipo pertencem e a que se destinam.

O tempo da sua identificação pela cor, forma ou horário ( o comprimido amarelo, comprido, que toma pela manhã...) tem de terminar. Só conhecendo bem a nossa medicação, pelos nomes correctos  ,sabendo a que se destinam e até como funcionam, podemos perceber a sua eficácia, o porquê de serem tomados desta ou de outra forma, neste ou noutro horário.

Antes do seu filho iniciar qualquer tratamento não esqueça que deve compreender bem porque é que ele (ou ela) o toma. O adolescente deve interessar-se, e responsabilizar-se, pelo seu tratamento.

De muita importância é também saber quando se devem tomar os medicamentos (em que alturas do dia, antes ou depois das refeições, etc.) e porquê.

Durante quanto tempo os medicamentos devem ser tomados é também uma dúvida importante que pode e deve ser esclarecida antes de abandonar o consultório médico.

Questione também sobre os efeitos secundários possíveis dos medicamentos. Lembre-se que “não há bela sem senão” e todos os medicamentos podem ter efeitos secundários, os quais poderão ser prevenidos, ou muito minimizados, se forem por si conhecidos.

Lembre-se, só estando  na posse  destas informações poderá compreender o processo de tratamento, gerir expectativas adequadamente e comunicar melhor com o médico que os prescreveu e com todos os outros especialistas que seja necessário consultar.

Tente conseguir uma forma fácil de contactar com o pediatra/reumatologista que segue o doente para poder pedir apoio em caso de dificuldades inesperadas.

Os medicamentos prescritos não deverão ser modificados , ou as suas doses reduzidas ou alteradas, sem o conhecimento prévio do reumatologista que segue a criança/jovem.

Com o passar do tempo, nomeadamente se o doente é uma criança, haverá alterações nos médicos assistentes, alterações nos sintomas e mudanças de medicação por efeitos adversos, por ineficácia ou pela simples evolução da doença.

Uma prática importante que pode adoptar é a elaboração de um registo escrito , em que especifique sintomas, crises, medicação, efeitos positivos ou adversos encontrados em determinados tratamentos. Este pode ser um instrumento fundamental para os pais , profissionais de saude e para os próprios doentes, que ao crescerem e responsabilizarem-se pelo seu tratamento, poderão encontrar aí informações fundamentais, que de outro modo podem ser esquecidas e ignoradas

 

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