Cuidados Regulares

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VIGILÂNCIA LABORATORIAL

 

Quer para avaliar a actividade da doença, quer para controlar os efeitos (terapêuticos e adversos) do tratamento, as crianças com AIJ necessitam de realizar periodicamente análises de sangue e urina e mais raramente radiografias das articulações afectadas.

 

VIGILÂNCIA OFTALMOLÓGICA

Todas crianças com AIJ deverão ser observadas por um médico oftalmologista após a confirmação diagnóstica. As observações seguintes, deverão ser efectuadas com  periodicidade diferente de acordo com o tipo de doença.

As formas oligoarticulares das crianças mais jovens com uma análise de sangue especial (anticorpos anti-nucleares) positiva, complicam-se com mais frequência de uveíte crónica (assintomática ou “branca”), impõem vigilância trimestral, independentemente da doença articular estar ou não em actividade.

Esta vigilância é muito importante, porque sem um exame oftalmológico, a inflamação ocular (uveíte) poderá estar presente durante muitos meses, causando danos irreversíveis, sem que a criança e seus familiares se apercebam desse facto.

CUIDADOS COM A BOCA E OS DENTES

 

Muitas crianças com AIJ têm dificuldades na higiene dentária, quer devida a dificuldades motoras nos membros superiores, quer por envolvimento das articulações temporo-mandibulares, que além de dificultar a abertura da boca, poderá causar deformações da mandíbula responsáveis por má oclusão dentária.

Alguns medicamentos poderão contribuir para uma maior fragilidade dentária. Por estes motivos a periodicidade da vigilância pelo médico Estomatologista deverá ser pelo menos anual.

Deve-se ensinar à criança a importância da higiene oral e se necessário recorrer à aprendizagem de técnicas diferentes adequadas às necessidades individuais. Assim poderão ter que ser utilizados meios auxiliares de higiene oral, tais como:

  • adaptadores de escovas de dentes/ escovas eléctricas
  • adaptadores de fio dentário
  • adaptadores de dentífrico

            Estes adaptadores servem para superar dificuldades como a dificuldade de preensão (agarrar/abrir/fechar as mãos) ou dificuldade de levantar o braço. As estratégias utilizadas vão de dispositivos para o doente conseguir segurar a escova com a mão aberta, até à utilização de materiais para alargamento do diâmetro do cabo da escova ou para prolongamento deste.

 

EQUIPA RESPONSÁVEL

Tratando-se de doenças crónicas, com envolvimento de vários órgãos, exigindo o recurso a tratamentos combinados, orientados por diferentes técnicos de saúde, é necessária uma equipa multidisciplinar.

http://andai.org.pt/Info_Clinica/cuidados_regulares/equipa_multidisciplinar

Última modificação 2005-07-09 14:11
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